USP e covid-19 – Pró-Reitoria de Pesquisa

2022-04-21 09:53:39 By : Ms. Diana Dai

Universidade de São Paulo

Reunimos aqui as ações das diversas Unidades da USP no combate à covid-19.

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VENTILAÇÃO. Estratégias para redução de complicações e mortalidade durante a ventilação mecânica no COVID-19 nas UTIs do complexo ICHC. A infecção causada pelo SARS-CoV2 (COVID-19) se espalhou pelo mundo e agora é considerada uma pandemia. A manifestação mais comum da COVID-19 é a pneumonia viral com graus variados de comprometimento respiratório. Até 40% dos pacientes hospitalizados podem desenvolver Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), com mortalidade estimada em 50-60%. O uso de níveis elevados de pressão positiva ao final da expiração (PEEP) têm mostrado desfechos clínicos controversos em pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo. Uma possível razão para esses achados é que a PEEP mais alta seria benéfica para pacientes com maior potencial de recrutabilidade, ou seja, pacientes em que a aplicação de pressões mais elevadas resultaria em redução do colapso pulmonar. Atualmente, a PEEP é escolhida na maior parte do mundo através tabela PEEP vs fração inspirada de oxigênio (FIO2), ignorando que em alguns pacientes a PEEP mais alta pode não ajudar ou até mesmo piorar a oxigenação. Este estudo propõe o uso da tomografia por impedância elétrica (TIE) – um método de monitoração não invasivo, isento de radiação e que pode ser usada à beira leito – para avaliar a recrutabilidade dos pulmões e selecionar a PEEP. A escolha da PEEP com base na TIE busca o melhor compromisso entre o colapso que ocorre em PEEPs baixas e a hiperdistensão que acontece com PEEPs altas. OBJETIVOS: O objetivo primário é avaliar o impacto da seleção da PEEP individualizada na gravidade da SDRA. MÉTODOS: Este é um estudo prospectivo, randomizado, aberto, controlado em 100 pacientes com início precoce (menos de 24 horas antes da randomização) de SDRA moderada ou grave devido ao COVID-19. Os pacientes elegíveis serão alocados aleatoriamente para ventilação guiada pela TIE (grupo intervenção) ou ventilação guiada pela tabela PEEP-FIO2 segundo a estratégia ARDSNet (grupo controle). Todas as demais condutas serão de acordo com os protocolos institucionais. O desfecho primário será a escala de lesão pulmonar modificada (escore de Murray) diária. Essa escala leva em conta radiografia torácica, complacência, oxigenação e PEEP. Varia de 0 a 4, sendo 4 a pontuação máxima em todos os domínios. A modificação atribui automaticamente escore de 4 a pacientes que vão a óbito. Desfechos secundários serão dias livres de ventilação mecânica, instabilidade hemodinâmica, choque, barotrauma. Todos os pacientes serão monitorados com TIE e serão submetidos a teste de potencial de recrutabilidade, com pressões expiratórias crescentes de 5 a 30 cmH2O, seguido de titulação decremental da PEEP. A seguir, os pacientes serão randomizados na proporção de 1:1 para um dos dois grupos. A lista de randomização será gerada em blocos de tamanho desconhecido, a fim de preservar a ocultação da alocação. A randomização será realizada por uma central online, disponível 24 horas por dia. O grupo sorteado será divulgado somente depois que todas as informações sobre a inscrição do paciente forem registradas no sistema online. Marcelo Britto Passos Amato, Eduardo Leite Vieira Costa, Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, Carmen Silvia Valente Barbas, Mauro Roberto Tucci. Hospital das Clínicas. Estimativa de conclusão do estudo: Jan 2021

RAS-COVID. Suspensão ou Manutenção dos inibidores do Sistema Renina-Angiotensina em pacientes infectados com COVID-19: estudo RAS-COVID randomizado e controlado para prova de conceito. A relação entre o uso de inibidores do sistema renina-angiotensina (SRA) e infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) é duvidosa. Teoricamente a inibição do SRA aumenta o nível sérico e tecidual da enzima conversora de angiotensina tipo II (ECA2), que serve como receptor para entrada do vírus na célula. Dessa forma, o uso de medicações que inibem o SRA poderia aumentar a susceptibilidade e a gravidade da infecção. Hipótese: A suspensão dos inibidores do SRA em indivíduos infectados pelo COVID-19 associa- se à redução na gravidade clínica de infecção quando comparados a indivíduos que continuaram o anti- hipertensivo na internação. Objetivo: Investigar o impacto da suspensão de inibidores do SRA em pacientes internados em enfermaria pelo novo coronavírus no desfecho combinado composto pela necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva ou morte por todas as causas. Métodos: 220 pacientes com infecção confirmada pelo COVID-19 serão aleatorizados para manutenção dos inibidores do SRA ou suspensão destas medicações, que serão substituídas por outra classe farmacológica caso necessário. Serão acompanhados durante a internação hospitalar para avaliação dos desfechos até morte ou alta hospitalar. Implicações. Frente à atual pandemia pela COVID-19 esse estudo auxilia a prática clínica dos pacientes internados e gera hipóteses para estratégias populacionais, sobretudo nos grupos de risco para infecção grave. Bruno Caramelli, Caio de Assis Moura Tavares, Francisco Akira Malta Cardozo, Prof. Adriana Castello Costa Girardi, Igor Maia Marinho, Ester Cerdeira Sabino, Esper Kallas. Hospital das Clínicas. Estimativa de conclusão do estudo: Maio 2020

COVID-Heart. Perfil viral e inflamatório no miocárdio de pacientes infectados pelo SARS-CoV2. Em uma coorte chinesa de infectados por SARS-CoV2, 86% dos pacientes com desfechos fatais tinham comprometimento respiratório sendo que desses, 33% apresentavam concomitantemente acometimento cardíaco e lesão miocárdica. Ainda nessa coorte, 7% dos pacientes com desfechos fatais apresentavam lesão cardíaca isolada evoluindo para choque cardiogênico sugerindo, portanto, um mecanismo de agressão miocárdica primária ou secundária. Casos de miocardite fulminante também foram descritos. A agressão viral, imunológica e inflamatória não foi caracterizada no tecido miocárdico. Pacientes serão submetidos à avaliação funcional (ecocardiograma), de lesão miocárdica (eletrocardiograma) e biomarcadores. Pacientes que evoluírem a óbito terão fragmentos do coração coletados para avaliação do viroma (RT-PCR), perfil inflamatório (RT-PCR e ELISA) e celularidade (histologia e Imunohistoquimica). Felix José Alvarez Ramires, Fabio Fernandes, Vagner Mandrini, Juliano Novaes, Viviane Hota, Fernanda Gallinaro Pessoa, Keila Cardoso Barbosa Fonseca, Luiz Alberto Benvenuti, Orlando Nascimento Ribeiro, Amaro Duarte, Juliana Ferreira, Rogério Souza, Charles Mady. Hospital das Clínicas. Estimativa de conclusão do estudo: Maio de 2021

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